quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pesquisa Etnográfica: Um Estudo do Uso Desse Instrumento Pelos Profissionais de Pesquisa de Marketing


*Tânia Maia



Desde a década de 1950, as metodologias da pesquisa qualitativa vêm ganhando importância entre os pesquisadores nas áreas das Ciências Sociais, principalmente nas áreas da Administração e, recentemente, em Marketing e Comunicação. Dentre as várias formas assumidas, a pesquisa etnográfica, originária da Antropologia, tem sido considerada uma verdadeira transformação em diversas áreas das Ciências Humanas, pois vem ganhando grande destaque em vários meios sociais.

Gerada a partir de conceitos da Antropologia, a pesquisa etnográfica passa a ser objeto de interesse da área de Marketing no início de 1980 e consolida suas raízes a partir de 1990, quando os estudiosos reconhecem sua importância na interpretação dos princípios culturais e aspectos simbólicos encontrados no consumo. O que diferencia essa técnica das demais é que a coleta de dados é registrada no momento e local em que ocorre o fato, e não depende da declaração do respondente.

Em resumo, a pesquisa etnográfica aplicada ao Marketing traz a possibilidade de aproximação, via observação, do que o consumidor realmente faz, ao contrário do que ele verbaliza. Ela é adequada para obter informações comportamentais, tais como: rituais, mitos, modelos culturais, estilo de vida, ambientes de consumo, comportamentos rotineiros de compra e consumo, assim como outros problemas de pesquisas de marketing, que necessitam de interações com o consumidor no dia-a-dia (ARNOULD, 1998).

As organizações encontram-se num contexto bastante favorável ao uso da pesquisa etnográfica em função de um cenário competitivo bastante agressivo, com consumidores cada vez mais exigentes fazendo com que as empresas atuem com rapidez, levando à necessidade de um contato cada vez mais próximo ao consumidor.

Graduada em Administração pela Universidade Mackenzie, Mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e Doutora em Antropologia pela mesma Universidade.


Fonte: Texto adaptado do artigo: Pesquisa Etnográfica: Um Estudo do Uso Desse Instrumento Pelos Profissionais de Pesquisa de Marketing.   Revista Brasileira de Pesquisas de Marketing, Opinião e Mídia. Site: www.revistapmkt.com.br/

terça-feira, 29 de março de 2016

A importância da pesquisa de mercado 
na tomada de decisão

Paulo Antônio¹
Karen Estefan Dutra²






Em um mercado global em rápida transformação, inconstante como nos dias atuais, a tomada de decisão exata, oportuna e eficiente em custos é imprescindível, e, de acordo com Kotler (2000), a pesquisa é o ponto de partida não só para o marketing como também para o planejamento estratégico da empresa. Por meio dela, as empresas são capazes de segmentar seus mercados, definir qual será seu público-alvo, posicionar seus produtos/serviços de forma a criar valor a esses clientes, desenvolver estratégias no nível tático relativo ao mix de marketing, programar e controlar todo o processo, acompanhando e avaliando resultados, melhorando sua estratégia, ou seja, ela levará a empresa a reconhecer que os clientes em qualquer mercado normalmente diferem em suas necessidades, desejos, percepções e preferências.

Conforme manual do empresário elaborado pelo SEBRAE (2007):

Todas as decisões sobre novos empreendimentos contêm um certo grau de incerteza, tanto em relação à informação nas quais estão baseadas como em relação às suas conseqüências. Assim, o sucesso de uma pesquisa mercadológica é a sua orientação para a decisão.

 Nota-se que a pesquisa mercadológica bem estruturada tem sido a bússola na tomada de decisão nas empresas, juntamente com outras ferramentas, visto que a área de marketing caminha lado a lado com a área financeira. Sistemas de inteligência empresarial são constantemente carregados com dados que posteriormente serão transformados em informações para que alguma decisão seja tomada.

Para Aaker; Kumar e Day (2007):

A pesquisa de marketing é uma parte crítica desse sistema de inteligência; ela ajuda a melhorar as decisões empresariais, proporcionando informação relevante, acurada e em tempo hábil . Cada decisão precisa de informações específicas e únicas, e estratégias relevantes podem ser elaboradas tendo por base as informações colhidas pela pesquisa de marketing.

Para isso, pesquisas de mercado devem ser bem elaboradas, tendo em vista a sua relevância para as organizações e administradores tomadores de decisão, pois qualquer decisão precipitada pode desencadear no mau êxito do negócio.

1 - Graduado em Administração pela Faculdade Metodista Granbery
2 - Professora do curso de Administração - GRANBERY


Fonte: Texto adaptado do artigo: Pesquisa de mercado: ferramenta norteadora no processo Decisório que antecede a tomada de decisão - Revista Eletrônica da Faculdade Metodista Granbery (http://re.granbery.edu.br

sexta-feira, 11 de março de 2016

Os 7 pilares que toda empresa precisa 

para alcançar resultados


Rachel Fernandez

Não importa qual é o segmento, público-alvo ou porte, existem sete pilares fundamentais para qualquer empresa que deseje crescer e garantir um bom posicionamento de mercado.Sete elementos que devem orientar todas as ações executadas e que precisam estar bem claros para todos os colaboradores, para que sejam praticados no cotidiano. Veja quais são eles e garanta o sucesso do seu empreendimento: 


• Responsabilidade administrativa
A empresa pode ser administrada diretamente pelo proprietário ou por funcionários contratados para isso. Seja como for, essa tarefa deve ser realizada de forma responsável, o que diz respeito a procedimentos internos e às relações da empresa com o meio externo também. Os tributos devem ser pagos regularmente, assim como os funcionários, dívidas e tudo o mais. Além disto, o administrador precisa ter a responsabilidade de separar as finanças da empresa das finanças pessoais, gastando de forma responsável e reinvestindo parte dos lucros. 


• Produto de qualidade

A concorrência é alta em todos os segmentos, portanto, não abra mão de investir o que for necessário para garantir a qualidade dos produtos. Tenha a certeza de que o retorno virá. 


• Atendimento e satisfação do cliente

Cada vez mais as pessoas dão importância para a qualidade do atendimento que recebem. As pessoas que estão em contato direto com o cliente devem receber um treinamento para saber como tratá-lo, como demonstrar que ele tem importância para a empresa e que não é “só mais um”. 


• Inovação

Traga sempre algo novo para o seu público, seja um novo produto, promoção ou até uma embalagem. O importante é não se acomodar e demonstrar que a empresa está sempre se preocupando em se atualizar para não ficar para trás. 


• Definição clara de Kpis e objetivos

Quem não sabe onde quer chegar, se contenta com o que vier, já dizia o ditado! Estabeleça objetivos para a sua empresa e envolva todos os colaboradores neles. Os Kpis (Indicador-Chave de Desempenho) são fundamentais para o alcance de alvos estratégicos. 


• Valorização da força de trabalho

Conceder benefícios aos colaboradores e reconhecer o esforço que cada um faz em nome da corporação é essencial para que todos se mantenham motivados e, consequentemente, melhorem a produtividade. 


• Comunicação, marketing e estratégia de negócio

De nada adianta ter o melhor produto e o preço mais atrativo se você não souber comunica-los ou se relacionar com o mercado.
Especialização em Pesquisa de Mercado nas Comunicações.
Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A Importância das Pesquisas Eleitorais

Ágata Mascarenhas Chalegre¹
Jocely Santos Caldas Almeida²
Rubislan Oliveira Passos³




Da mesma maneira que as empresas precisam identificar e satisfazer os desejos e necessidades de seus consumidores para manterem-se competitivas no mercado, partidos e candidatos precisam identificar e atender as necessidades e expectativas políticas de seus eleitores para se manterem atuantes no mercado político.

Para influenciar os eleitores, saber quais deles conquistar e se posicionar melhor é necessário ter um conhecimento prévio do comportamento dos eleitores: quem são eles, o que pensam e como tomam suas decisões.

A decisão dos segmentos a serem conquistados, pode ser tomada com mais segurança se estiver respaldada por pesquisas sérias e abrangentes do comportamento dos eleitores. Assim como no marketing comercial, no cenário político também se faz necessário o emprego de métodos mais sistemáticos e científicos para conhecer o mercado eleitoral. Tais métodos possibilitam a aquisição mais objetiva de informações sobre as características, os comportamentos, as atitudes e os processos de decisões de voto dos eleitores, constituindo-se um importante instrumento de apoio para a tomada de decisão no cenário político.

A complexidade do ambiente que hoje se defrontam os partidos e candidatos exigem que eles dediquem mais tempo e esforços para um maior conhecimento dos componentes eleitorais, caso desejem manter-se competitivos no mercado político. Durante as eleições várias decisões precisam ser tomadas, sendo que as tomadas de decisões serão mais seguras se estiverem amparadas por pesquisas de mercados.

É através de pesquisas qualitativas ou quantitativas, que se pode avalizar o comportamento do eleitor e encontrar o melhor caminho a ser seguido pelo político para conseguir o maior número possível de adesão a sua candidatura ou causa.

Saber quais os são os eleitores a atingir, o que pensam, e principalmente, como tomam suas decisões de voto é fundamental para elaboração de uma boa estratégia política. Só assim, pode-se definir a postura a ser adotada pelo candidato, os temas de campanha, as propostas de trabalho, a forma de apresentá-las, quais segmentos do eleitorado devem ser priorizados e de que maneira, quais apoios são importantes, se é conveniente atacar ou não os outros candidatos, entre outras.

Os políticos brasileiros estão cada vez menos utilizando somente a intuição e experiência para concorrer a uma eleição. Muitas técnicas do Marketing estão sendo adotadas por especialistas em política, e as pesquisas são de fundamental importância para a elaboração destas estratégias de campanha.

A chance de uma pesquisa errar é muito pequena, quando feitas corretamente e de forma científica, e quando lidas e interpretadas corretamente são um instrumento fantástico e insubstituível para se ganhar as eleições.

As pesquisas de mercado no cenário político são de fundamental importância como suporte, para a elaboração de toda a estratégia política de um determinado candidato ou partido político.

1 Bacharel em Administração com Habilitação em Marketing
2 Administradora Especialista em Administração
3 Administrador Especialista em Administração


Fonte: Texto adaptado do Capítulo 3 do artigo intitulado: A Importância das Pesquisas de Opinião para a Elaboração de uma Estratégia Eleitoral. Diálogos & Ciência –- Revista Eletrônica da Faculdade de Tecnologia e Ciências. Ano IV, n. 7, jun. 2006. ISSN 1678-0493. http://www.ftc.br/revistafsa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O fornecedor de hoje pode ser o cliente de amanhã

*Aldan Neto



Imagine o seguinte, você tem uma loja de roupas, acessórios e cama, mesa e banho. O representante que fornece itens femininos para você pode gostar de algum produto do setor masculino que ele não vende, ou até mesmo de algum artigo de cama, mas se toda vez que ele encontra você para vender você o trata com pouco caso, dá um verdadeiro "chá de cadeira". Será que ele vai querer comprar de você?

Vamos supor outra situação, um prestador de serviço da sua empresa, que também atende outras organizações e pode indicar seu produto pra algum cliente dele que possa se interessar. Será que ele o fará se você não o trata bem ou trata apenas como mais um fornecedor?

É por isso que todos os colaboradores precisam passar por treinamentos de atendimento a clientes internos e externos. Embora os fornecedores representem uma empresa eles são seres humanos, que tem sentimentos, necessidades e etc.

Além de o seu fornecedor ser um possível cliente e consumir o seu produto ou serviço, ou até indicar pra outras pessoas, quando você mantém um bom relacionamento com ele, qual a chance de conseguir melhores condições de compras? De conseguir um desconto na prestação do serviço? Sim, são grandes com relação às pessoas que não sabem manter esse relacionamento.

Só aprendemos os valores das parcerias, dos contatos e dos relacionamentos em momentos de crise, quando precisamos de novos clientes, reduzir custos e encontrar novos mercados, e fornecedores, podem ser grandes fontes de prospecção de clientes.

Exatamente, o fornecedor  de hoje pode ser o cliente de amanhã, então atenda como você atenderia um cliente, alguém que quisesse comprar de você, mesmo que ainda não seja seu fornecedor e seja alguém que está te oferecendo algo. Trate com a mesma dedicação e respeito.

Engana-se aquele que acha que vender é um processo simples. É preciso estratégia, planejamento e muita visão.


*Formado em Administração pela UNIFAE e cursando Negociação na Universidade de Michigan, ministra treinamentos e palestras na área de Vendas e Gestão.
Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Pesquisa de Hábitos de Consumo dos Frequentadores de Supermercado em Belo Horizonte


Iasmine Guidogli de Almeida Araújo




A pesquisa em questão foi realizada para a Associação Mineira de Supermercados (AMIS), entre os dias 01 a 08 de outubro de 2015. O objetivo deste estudo teve como foco o comportamento, perfil e demandas de frequentadores de supermercados em Belo Horizonte.

Em termos metodológicos, a pesquisa realizada foi de cunho quantitativo, utilizando como instrumento de coleta um questionário estruturado através de entrevistas pessoal domiciliar. Assim, durante o período da pesquisa, entrevistou-se 650 pessoas responsáveis pelas compras em supermercados. Nesta pesquisa priorizou-se o nível de confiança de 95%, com uma margem de erro de 5%.

A exposição da pesquisa foi realizada no dia 21 de outubro de 2015, na Convenção Mineira de Supermercados (Superminas), realizado no Expominas, em Belo Horizonte, sendo que esta é considerada o evento mais completo do setor supermercadista do Brasil. A Superminas reúne profissionais dos supermercados, atacadistas, e fornecedores para discutir as últimas tendências da área. Assim, a exposição da pesquisa dentro deste espaço, contribui para construção dos debates no âmbito supermercadista.

Ao elucidarmos os resultados da pesquisa, observamos que nos últimos três meses, 56,5% das pessoas mantiveram o consumo, 35% dos entrevistados diminuíram suas compras e apenas 8,5% aumentaram. De acordo com 32% dos consumidores, sua cautela no momento de fazer as compras está mais relacionada com a necessidade de economizar dinheiro, do que, realmente, a falta deste. A maioria dos entrevistados (53%) relacionam a diminuição nas compras com o aumento dos preços, já 5,6% relatam que a família está passando por problemas financeiros.

Relacionado ao fator econômico, a média do grau de confiança que os entrevistados possuem na melhoria da economia brasileira para 2016 foi de 3,95, em uma escala de 1 a 10.

Atualmente, como o esperado, o preço tornou-se fator determinante na escolha do supermercado, para 36,3% dos consumidores, enquanto 14,3% escolhem seu lugar de compra pela qualidade dos produtos ofertados. Outra vertente que influencia na escolha do supermercado, é a proximidade da casa do consumidor, sendo que este quesito foi citado por 11,7%, enquanto 6,6% preferem variedade. O “bom atendimento” também é um fator que influencia na hora de escolha, sendo este citado por 4,6% dos entrevistados.

Retratando a seção do supermercado que mais atrai o consumidor, 49% afirmaram ser a mercearia; apontaram para o açougue 12,8%; a hortifrúti foi citada por 6,5% dos pesquisados; já a seção de frios e laticínios foi apontada por 5,2% dos consumidores.

Ao serem questionados acerca do consumo de produtos sem glúten e sem lactose, 69,1% dos entrevistados afirmaram não fazer uso destes alimentos, contra 30,9% que utilizam estes produtos ofertados. Os entrevistados que desfrutam deste tipo de produto apontam que os mais consumidos são as bebidas não alcoólicas (34%) e os produtos da padaria (33%).

Com relação aos produtos orgânicos, a maior parte dos consumidores (58,8%) não são adeptos; no entanto, 41,2% dos entrevistados consomem este produto.  Os principais motivos para a compra destes itens é referenciado por serem mais saudáveis (49,7%), não possuírem agrotóxicos (26%), serem mais saborosos (8,5%); evitarem problemas de saúde (6,4%) e cultivo sustentável (6,1%). Foram citados também os principais fatores que pesam contra na hora de comprar orgânicos, sendo eles: a satisfação com produtos convencionais (37,4%), o preço (34,4%) e falta dos orgânicos nos supermercados (19%).

A maioria dos entrevistados (61,8%) acreditam que os supermercados “já vendem de tudo” que é necessário. A maior demanda não atendida pelos supermercados é a venda de gás de cozinha, assim, 3,8% dos consumidores gostariam que este produto fosse ofertado; e a venda de remédio foi apontada por 3,6%.

Sobre a entrega de compras em domicilio feita pelos supermercados é 36,5% dos entrevistados tem utilizado, enquanto 63,5% não usam esse serviço. Outro aspecto que merece ser mencionado é o fato de que ao serem questionados acerca de compras pela internet, 17% demonstraram interesse, enquanto 83% dos consumidores não se interessam.

Esta pesquisa, teve parte de seus dados comparados com a pesquisa de mercado operacionalizada em 1995. Em termos descritivos, o menor preço, influenciando o fator de compras, em 1995 foi citado por 40%, em 2015 caiu para 36,3% dos entrevistados. A proximidade da residência caiu de 22% para 11,7% como fator decisivo para a escolha da loja. O quesito variedade de marcas e produtos caiu de 10% para 6,6%. Por outro lado, os itens ofertas e qualidade dos produtos cresceram de 10% para 13,8% e de 7% para 14,3% respectivamente.

A pesquisa foi amplamente divulgada, assim como bem recebida pelo público presente na Superminas e também as demais pessoas que se interessam pelo consumo e suas implicações no âmbito econômico e social.


A pesquisa é facilmente acessada pela internet, seja através do site da AMIS (http://www.portalamis.org.br/?secao=noticias&id=1286), do site BH Eventos (http://www.bheventos.com.br/noticia/10-21-2015-consumidor-mantem-o-consumo-mas-esta-mais-cauteloso-mostra-pesquisa), jornal Hoje Em Dia (http://www.hojeemdia.com.br/noticias/for%C3%A7a-do-campo/consumidor-adere-a-alimentac-o-organica-1.355802) ou jornal Estado de Minas (http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/10/22/internas_economia,700228/supermercados-esperam-vendas-fracas-no-natal.shtml).

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Os Benefícios da Prospecção em Vendas

*Ricardo Dorés



A prospecção é uma das fases mais importantes do ciclo de vendas por tratar-se de uma ação para aumentar a carteira de clientes e, desta forma, ampliar a atuação da sua empresa no mercado.
Esta etapa do planejamento de vendas, é feita por meio de sondagens e pesquisas de caráter investigativo dos prospects sendo, sem dúvida alguma, o melhor meio para não se perder tempo e assim descobrir as necessidades dos prospects e oferecer soluções adequadas logo no inicio das negociações.
Por conseguinte, trazer o cliente para o processo de prospecção tem inúmeras vantagens, dentre as quais, podemos afirmar que perdem-se mais negócios por falta de conhecimento do cliente numa primeira abordagem, ou seja, pela falta de prospecção, do que por erros gerados em qualquer outra etapa negocial.
Por vezes, a prospecção pode não ter um retorno imediato, mas isso não significa que deu errado. Geralmente um grande negócio não é realizado logo na primeira visita, mas esta pode ser o início de grandes negociações futuras. Conquistar novos clientes é algo que merece uma elaboração muito bem feita, haja vista que está distante, muitas vezes, do que chamamos de fidelização do cliente.
Podemos, depois de uma prospecção bem planejada, descobrindo-se as reais necessidades do cliente, atingir suas expectativas ou ainda, ir além dessas expectativas, o que seria, sem sombra de dúvida, uma meta mais do que atingida.
Este conjunto de ações não nos faz experts no processo de atrair novos clientes, uma vez que a venda é, em grande parte, realizada individualmente, sendo necessário ter aliados neste processo.
Para um profissional de vendas ou empresário que deseja convencer alguns clientes a auxiliá-los na prospecção, além de um ótimo relacionamento de confiança, tratando-os de forma diferenciada, pode-se  oferecer-lhes desde agrados até descontos nos seus produtos e/ou serviços, para que retribuam com um testemunhal positivo da sua empresa.
Todo cliente bem atendido, é um ótimo divulgador de sua marca, produtos e/ou serviços. Com esta metodologia, torna-se possível gerar novos clientes e consequentemente fidelizar a sua atual carteira.
Cabe ao profissional de vendas estar sempre alerta para os perfis tanto de sua empresa, bem como, do seu consumidor. Desta maneira conquistará novos clientes por prospectar, analisar, aplicar um plano de ação alinhado às necessidades do cliente para com isso iniciar um processo constante de fidelização.
O vendedor possui um papel fundamental nesse processo. O valor do produto é medido não só pela qualidade do seu conteúdo, da sua fabricação, mas igualmente pelo melhor atendimento. O profissional de vendas precisa estar comprometido com o negócio, além de fazer sempre um  bom acompanhamento pelo pós-venda, o que nos leva ao chamado Marketing de Relacionamento, que indica a importância de uma venda bem-feita, motiva a recompra, a fidelização e a indicação de novos clientes.
As falhas nas vendas podem advir da falta de uma prospecção adequada, pois a razão é óbvia, quando não se consegue clientes por não ter existido a prospecção, não se realiza vendas. Neste contexto existe uma lógica, a vantagem do processo de prospecção está diretamente ligada ao aumento dos ganhos.
Consequentemente, não há que se falar em desvantagens nesse processo. É preciso planejamento e estratégia na hora de vender.
* Consultor empresarial e palestrante
Fonte: www.sobreadministracao.com/beneficios-da-prospeccao-em-vendas/

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A importância da Economia Tributária


*Valéria Gravino



Todo empreendedor procura direcionar os seus esforços para a venda de seus produtos e serviços, de forma eficiente e econômica com preços competitivos.

São tantas as atividades e competências a serem exercidas, que a economia tributária ou planejamento tributário acaba por ser deixada a cargo dos contadores inteiramente, sem a participação dos empreendedores.

A economia tributária é essencial para a decolagem dos negócios em um empreendimento. É necessário que o empreendedor busque o conhecimento a respeito das operações e das obrigações tributárias, que conheça mecanismos legais de redução de tributos, que acompanhe os passos de seus contadores e que busque auxílio de profissional jurídico.

Na maioria das vezes, não ter conhecimento nenhum a respeito de tributação, leva excelentes empreendimentos à quebra. Sem saber estabelecer a composição do preço dos serviços e produtos oferecidos no mercado, estes não se tornam competitivos o suficiente, uma vez que na elaboração do preço, os tributos incidentes não foram considerados e o prejuízo será certo.

Cenário igualmente ruim, é desconhecer totalmente as obrigações tributárias. O descumprimento delas, leva à cobranças bastante consideráveis baseadas na taxa de juros Selic e certamente a processos de execuções fiscais com direito ao acréscimo da cobrança de multas e demais encargos, o que ajuda a atravancar os negócios, tendo em vista o nível da correção dos valores cobrados, tornando as dívidas impagáveis, penhorando bens e tornando impossível a participação das empresas devedoras nas licitações públicas.

Desta forma, conhecer o que se paga ao governo, as causas e consequências envolvidas nas operações  tributárias é primordial se o empreendedor quiser manter o seu negócio saudável. Não basta ter apenas uma boa assessoria contábil. É preciso um mínimo de educação tributária.

Portanto, conhecer o sistema tributário, permite que o empreendedor torne-se um player competitivo no mercado ao qual se lançou e evita que planejamentos equivocados, com o fim de alcançar a economia tributária levem a empresa à falência e à todas as mazelas que isso pode acarretar.

*Advogada, MBA em Direito Tributário, MBA em Gestão e Business Law, pela FGV -RJ, professora de cursos de treinamento nas áreas tributária e empresarial.

Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Comunicação no trabalho


*Mauro Azevedo de Ávila



Conhece a definição da palavra comunicação? Em essência, você certamente conhece. Mas vamos a sua definição conforme o dicionário Michaelis, que é longa, mas pode ser resumida como: "ação, efeito ou meio de comunicar. Aviso; participação; trato, amizade; reclamação, correspondência". Particularmente gosto desta parte: "Processo pelo qual ideias e sentimentos se transmitem de indivíduo para indivíduo, tornando possível a interação social."

A comunicação é realmente essencial se queremos manter laços com outras pessoas, sejam estes amorosos, de amizade, sociais, familiares ou profissionais.

Quando buscamos formas de nos comunicar, estamos buscando também meios de aproximação. Queremos nos expressar, ser entendidos e compreendidos. É gratificante quando explicamos determinada situação ou explicamos nosso ponto de vista e percebemos que a outra pessoa ou grupo de pessoas conseguiram compreender nossas ideias.

O contrário também é verdadeiro. Quando nosso ouvinte não entende o que dizemos, ficamos frustrados. Nos resta buscar outros meios de explicar, quem sabe até fazer um desenho se for o caso (funciona com crianças!).

No entanto, para que a comunicação realmente atinja seu objetivo, necessitamos de algo básico: um ouvinte. Óbvio? Nem tanto. Sabia que existe uma grande diferença entre escutar e ouvir? Vamos recorrer outra vez ao Michaelis. De modo simplificado, temos:
Escutar - Prestar atenção para ouvir; dar atenção.
Ouvir - Entender, perceber pelo sentido do ouvido; escutar o que alguém tem a alegar de fato e de direito; Dar ouvidos, escutar, prestar atenção.

Sim, existe uma grande diferença. E é exatamente esta diferença que vai delimitar a linha, muitas vezes tênue, entre escutar e ouvir. Ouvir requer sensibilidade, sentimento, empatia, humildade, paciência. Escutar é coisa que qualquer um faz, qualquer orelha sem cérebro escuta e depois vomita respostas prontas, simplistas, evasivas, impensadas, inapropriadas, indiferentes.

Levando tais considerações para a vida diária podemos dizer que o ato de escutar simplesmente não vai agregar nada para quem requer a atenção, ou expõe seu sentimento. Mas quando ouvimos a outra pessoa e, ao emitir nossa opinião ou ao responder um questionamento o fazemos com consciência de modo pensado e contemplativo, estamos dando valor ao outro, sendo amigos, amorosos, empáticos. Estamos ouvindo, de fato.

Em âmbito profissional a qualidade de saber comunicar-se e ser bom ouvinte durante um processo de comunicação pode fazer a diferença. Principalmente se exercermos uma função de liderança. Um líder deve saber comunicar suas intenções e suas ideias não só a seus superiores, mas principalmente a seus liderados. Do contrário estará pondo em risco o bom êxito do trabalho ou no mínimo a equipe terá maior dificuldade em realizar as tarefas, algo que pode ser cansativo e frustrante.

E mais ainda, um líder precisa saber ouvir, para emitir sua opinião ou mesmo a sua definição sobre um assunto, de forma pensada e assertada. Mas a cereja do bolo, o que vai fazer a grande diferença entre um líder e um líder medíocre, em relação ao saber ouvir, é a sua capacidade de demonstrar humanismo, ser empático, ser ético, ao ouvir. O líder que sabe ouvir, de modo a entender seu liderado, fazendo uma análise do todo, estará não só entendendo uma situação, mas também estará entendendo a melhor forma de aproveitar o potencial de cada um, promovendo oportunidades, aproveitando potencialidades, ajudando a desenvolver competências latentes. E, fazendo isso, estará desenvolvendo a si mesmo.

Mas, caso persista em manter um ponto de vista tacanho quanto a ouvir seus subordinados, de modo a entender e compreender suas necessidades e anseios, poderá estar perdendo bons profissionais e a longo prazo a sua própria carreira.

*Técnico em Administração

Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tenha atitude e desenvolva sua liderança

*Carlos Vitorino


Quantas vezes nós já nos deparamos com a seguinte pergunta: “Qualquer um pode ser Líder?”, podemos dizer que diariamente em nosso caminho pessoas tentam buscar a liderança, no entanto, alguns falham na tentativa e acabam desistindo no meio do caminho e outros se destacam dentro do escopo que estão inseridos.

Através de um estudo amplo, onde pude observar vários palestrantes cujo tema era liderança, e de ler vários livros escritos por verdadeiros mitos da liderança nacional e internacional que dispuseram seus grandes conhecimentos e experiências ao alcance de qualquer pessoa que queira se desenvolver e aprender novos conceitos para o seu desenvolvimento pessoal, analisei também, várias teses e artigos interessantíssimos que contribuíram para o desenvolvimento e entendimento desse tema.

Diante desse material riquíssimo de sabedoria, um palestrante me chamou a atenção com seu jeito simples de sintetizar o tema liderança, difundindo e encorajando corações em busca de seus objetivos. Alfredo Rocha o palestrante mais assistido do Brasil em uma de suas palestras disse que “todos temos condições de sermos lideres, pois, já vencemos a maior batalha diante de milhares de espermatozoides para chegar em primeiro lugar ao útero de nossas genitoras e nascermos”.

É claro que em algumas pessoas existe uma diferença de variação genética, onde, um individuo pode ser mais extrovertido que o outro deixando mais evidente a liderança estampada em suas atitudes, ou seja, é aquela pessoa que tem “espuleta”, sempre querendo resolver os problemas ou encontrar solução para futuros acontecimentos no calor do momento em que lhe é apresentado o contexto.

O processo de liderança consiste numa aprendizagem ao longo do tempo, tendo em vista que os acontecimentos diários servirão de experiência ou modelo para a tomada de decisões em momentos posteriores, não podendo assim, ser ignorados como fatos isolados.

A grande noticia é que o desenvolvimento de habilidades e atitudes atribuídas a hábitos saudáveis podem ajudar a consolidar conceitos dentro de cada individuo, seja intrinsecamente ou extrinsecamente favorecendo os atributos necessários para uma liderança de resultados extraordinários.

*Graduado em Administração de Empresas, MBA em Gestão de Equipes e Lideranças e MBA em Gestão de Empresas.

Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A Importância da Gestão Financeira


*Anderson Tonnera de Carvalho





Muitas empresas e organizações passam grandes problemas no âmbito financeiro por longos períodos, onde percebem que a operação está funcionando e a receita da empresa está ocorrendo de forma aparentemente normal, contudo, o grande objetivo da empresa acaba não se concretizando: O lucro. É importante notar que o maior objetivo de uma organização deve ser a sua lucratividade (óbvio que para que isso ocorra é necessário a receita, mas ela não é o “autor principal” desse movimento).

A gestão financeira deve ser entendida como um conjunto de ações para potencializar o resultado econômico de um negócio e um entendimento que muitas vezes fica em segundo plano é o do ponto de equilíbrio. O ponto de equilíbrio é o valor que a operação da empresa deve gerar afim de pelo menos cobrir os custos da operação do seu negócio.

Para chegar a este valor, são necessários estudos minuciosos que venham a identificar os principais custos da empresa, bem como entender a composição de receita da mesma e assim poder entender o ponto “x” onde a partir daquele ponto o negócio da empresa passa a se tornar lucrativo. É importante ressaltar que dentro de uma empresa podemos ter pontos de equilíbrios diferentes, o que será explicado mais adiante neste artigo.

É importante entender que o ponto de equilíbrio deve ser visto como um indicador de segurança, ou seja, estar abaixo deste indicador representa um grande risco para negócio, seja ele presente em qualquer tipo de ramo de atuação. Em um conceito mais superficial, o ponto de equilíbrio pode ser entendido como o resultado a alcançar que elimina a empresa de qualquer possível prejuízo.

Ao analisar o indicador de ponto de equilíbrio em percentual, é interessante entender que quanto menor este índice melhor é para a empresa, pois significa que o negócio possui baixo risco sob a avaliação desenvolvida. A fórmula matemática para o cálculo do ponto de equilíbrio é:

Ponto de Equilíbrio = (Custo Fixo / (Receita - Custo Variável)) x 100

Margem de Contribuição = Receita – Custo Variável

Exemplo: Uma empresa de distribuição de produtos de perfumaria atende uma rota específica para o estado do Amazonas e deseja saber se tal rota é lucrativa ou não. Como chegar a este ponto de equilíbrio?

1)  Deve-se considerar todos os custos para a entrega:

Gasolina
Depreciação do caminhão
Profissionais envolvidos
Custos com manutenção do caminhão
Custos com separação
Demais custos indiretos no processo

2)  Verificar todas as receitas geradas dentro desta rota em específico

3)  Levantar todos os custos gerais da empresa e fazer o rateio proporcional a esta unidade de negócio (custos com energia e material de escritório, por exemplo)

Custo Fixo:       R$ 1.280.000,00

Custo Variável: R$  750.000,00

Receitas:           R$ 3.200.000,00

PE = (1.280.000,00 / (3.200.000,00 – 750.000,00) x 100

PE = 52%

Em linhas gerais, o cálculo do ponto de equilíbrio é vital para qualquer tipo de negócio e isso envolve qualquer amplitude de análise:

a)     Indústria

b)    Comércio

c)     Prestação de Serviço

d)    Entre outros 

O ponto de equilíbrio deve ser entendido e verificado antes mesmo de se iniciar qualquer tipo de negócio e deve aplicado, também, a negócios já existentes. O ponto de equilíbrio, mesmo sendo uma ferramenta financeira precisa ser comunicada com toda a empresa, afim de criar uma comunicação clara na empresa de onde os esforços e recursos devem ser empregados.

*Graduado em Administração e Pós-Graduação em Gestão da Qualidade pela UFF.

Fonte: www.administradores.com.br