segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vão Invadir o Brasil!

Este artigo, não tenho ilusões, gerará muita polêmica. Não posso provar nada do que vou dizer. Trata-se, tão e somente, de uma visão que acredito, como antropólogo, analisando o mundo em que estamos vivendo e tomando como base os trabalhos de consultoria que tenho prestado a empresas nacionais e transnacionais por quase trinta anos.

Sem xenofobismo algum e sem medo do que, acredito, vai acontecer, o Brasil sofrerá, nos próximos anos uma forte invasão do capital estrangeiro. Não se trata de perguntar se será bom ou ruim para nós. Na minha opinião, essa invasão ocorrerá, queiramos ou não, gostemos ou não.

A lógica desta minha certeza é simples:

O mundo inteiro está conturbado. Muito mais conturbado e complexo do que nós brasileiros imaginamos. O Oriente Médio, o Sudeste Asiático, a Europa, os Estados Unidos, o Japão, a Índia, a China, todos têm problemas próprios específicos bastante preocupantes. Europa, Japão e Estados Unidos, mercados maduros com chances quase nulas de expansão nos próximos anos. O Japão está em depressão há mais de três anos.

A Europa, envelhecida vê sua população consumidora sumindo a cada dia. Os movimentos pró-imigração sofrem violenta oposição na Europa e nos Estados Unidos. As empresas precisam de imigrantes para terem para quem vender, mas a população vê nessa abertura os perigos do aumento das tensões sociais, inevitáveis. Os Estados Unidos serão, cada dia mais, alvo de grupos terroristas, de insegurança e sua mão de obra a cada dia será tão mais cara que o restante do mundo, que produzir lá será quase impossível pelos custos. Assim, o déficit americano é brutal, quase inimaginável para nós, chegando à casa de um bilhão de dólares por dia!

É bom lembrar que a China e a Índia, grandes competidores do Brasil pelo capital externo, são países não-ocidentais. Desde o idioma, sistema jurídico-legal, cultura, etc. tudo é absolutamente diferente do mundo ocidental. Além disso a China tem um regime político fechado, comunista. A Índia tem mais de mil dialetos, sistema de castas de complexa compreensão para os ocidentais, uma imensa população campesina que chega a 72% dos habitantes.

O Brasil, ocidental, com um sistema bancário dos mais avançados do mundo; com empresas modernas e ocidentais aqui presentes há mais de cinqüenta anos; com um sistema moderno de telecomunicações, etc. em minha opinião será o local escolhido pelo capitalismo para aportar seus trilhões de dólares que buscam pouso diariamente neste mundo maluco e inseguro. Lembre que as diversas fontes falam em mais de três trilhões de dólares que voam diariamente no mundo procurando um pouso seguro para dar retorno a seus acionistas – fundos de pensão, fundos de investimentos.

Como o leitor não ingênuo bem sabe, o capital não tem pátria. Já tivemos as invasões holandesa – Companhia das Índias Ocidentais – e francesa, todas elas financiadas pelo capital internacional da época. Os holandeses expulsos do Brasil foram para Manhattan e criaram lá o seu império econômico que hoje domina o mundo.

Falando de forma bem explícita o que acredito é o seguinte:

O capitalismo internacional usará o Brasil como “local privilegiado” para aqui fazer o seu “porto seguro” (sic). Produtores de grãos americanos comprarão cada vez mais terras no Brasil e daqui enviarão para o mundo. Produtores de veículos farão o mesmo. E todos os setores utilizarão o Brasil como uma “base” para seus interesses internacionais. Por quê?

Porque o Brasil é um País neutro, pacífico, fora das contendas internacionais étnicas ou fundamentalistas. É um País pacífico, cristão, de um povo simples e cordial como dizia Sérgio Buarque de Holanda e de um povo “tolerante” como afirmava Gilberto Freyre. Além de tudo que recebe, como nenhum outro país do mundo, os estrangeiros de braços abertos.

No Brasil temos o instituto da “dupla nacionalidade” que poucos países aceitam. Funcionamos na base do “Jus Soli” e não do “Jus Sanguini” isto é, consideramos “brasileiros” os que nascem em nosso solo e não classificamos as pessoas pelo sangue como fazem os anglo-saxões, por exemplo.

Ficamos orgulhosos quando sabemos que a Volkswagen “brasileira” exporta “nossos produtos” para o mundo inteiro. Consideramos o “Gol” brasileiro e não “alemão”.

Consideramos os carros Chevrolet exportados para o mundo como “brasileiros” e não “americanos”. Nos Estados Unidos, qualquer Toyota é japonês e não americano. Um Honda é sempre japonês, embora fabricado no solo americano.
Produtos “Made in Brazil” não têm qualquer restrição política ou fundamentalista no mundo. Quem pode ser contra produtos feitos na terra do “samba” do “futebol”, do Pelé e dos Ronaldinhos?

No último mês de julho o Brasil recebeu investimentos diretos em valores superiores a todos os últimos meses. Os jornais noticiam estrangeiros comprando entidades de ensino superior – faculdades, universidade no Brasil. O Departamento de Agricultura dos EUA (Ministério da Agricultura) diz que o número de plantadores de grãos americanos interessados em comprar terras no Brasil tem crescido exponencialmente.

Por quê?

De repente, nós, ingênuos brasileiros veremos a OMC aceitar todas as exigências “brasileiras” com relação ao comércio internacional. E a razão será que mais de 50% desses produtos “brasileiros” serão produzidos aqui pelo capital internacional. A soja “brasileira” será das Cargil, dos Bunge, das Monsanto, etc. Nossos veículos invadirão o mundo – todos “brasileiros” produzidos pela Daimler-Chrysler, General Motors, Toyota, Renault, etc..

Todas as barreiras irão cair, uma a uma, como por encanto. Nossos políticos dirão que o Brasil é a “bola da vez” positiva.

Assim, o capital judeu, por exemplo, encontrará a cada dia mais no Brasil um porto seguro para investir. Quem no Brasil é anti-semita? Quem deixa de comprar produtos pela sua origem étnica ou religiosa?

Assim, acredito ser um erro enorme os judeus brasileiros estarem fazendo uma campanha pública pelos meios de comunicação para mostrar que “ser judeu é bom”. A quem serve essa campanha? De que serve sabermos que um artista ou um empresário é judeu? Só servirá para criar discriminações que não existiam e atrair possíveis atitudes anti-semitas de grupos radicais históricos mundiais.

É bom lembrar que o Brasil tem como “ethos” ou visão ilusória (como querem alguns) ser uma sociedade igualitária, de paz, de convivência, de tolerância. “Todos” somos “brasileiros” – árabes, judeus, muçulmanos, cristãos mórmons, católicos, protestantes de todas as denominações. Por que se querer mostrar “judeu” ou “muçulmano” em vez de simplesmente um “brasileiro a mais que ama este país maravilhoso” como gostamos de ser vistos?

Temos a visão ilusória de que no Brasil negros e brancos vivem harmonicamente, sem preconceitos. A quem interessa ver os negros dizendo-se cada vez menos “brasileiros” e mais “negros” ou os brancos dizendo-se os “legítimos brasileiros” ou aos descendentes de portugueses dizendo-se os reais “donos da nacionalidade brasileira”?

Já se disse inúmeras vezes que o “melhor produto do Brasil é o brasileiro”. Executivos do mundo todo que viajam sem parar, dariam tudo para ter um passaporte brasileiro. A primeira coisa que um seqüestrador faz é tomar os passaportes dos seqüestrados para saber sua nacionalidade. Todos têm alguma coisa em sua história que os poderá fazer discriminados. Se for de Israel, Arábia Saudita, França, Alemanha, sempre terão histórias de guerra e discriminação no passado. Se for americano, não preciso nem comentar. E o brasileiro? Trata-se de um “inofensivo”. Quem é contra o Brasil? Na própria América Latina, o Brasil é o País menos discriminado. Argentinos e chilenos pouco se dão. Colombianos e venezuelanos, idem. O Brasil é sempre visto (ainda) como o “cordial” e o “tolerante”, o “alegre” como dizem os autores discriminados por isso afirmarem. Mas essa é uma verdade sociológica insofismável.

O único “risco” que corremos, portanto, é ver as diversas etnias e religiões se autodenominando mais “eles” do que “brasileiros”. Isso atrairá o que nunca tivemos.
Como acredito que o bom senso desses grupos acabe prevalecendo, até pela experiência que tiveram em outros países, o Brasil continuará sendo o local ideal para esse capitalismo “selvagem” e sem pátria.

Não me pergunte, repito, se isso será bom ou ruim para nós brasileiros. Empregos e renda serão gerados para o Brasil, neste mundo globalizado e desnacionalizado. Será que algum brasileiro quer que a Volkswagen deixe o Brasil? Que a Danone ou Parmalat ou Nestlé vão embora do Brasil; que a Eletrolux ou a Philips nos deixem? Ou que as marcas Brastemp e Cônsul (Whirpool – americana) ou Walita (Philips – holandesa) ou Arno (SEB – francesa) deixem de existir como “brasileiras”?

Um dos mais importantes fundamentos teóricos da antropologia é não emitir juízos de valor etnocêntrico. Fazemos apenas uma análise do que acreditamos com base em dados etnográficos e fazemos ilações teóricas antropológicas.
Acredite. Eles vão invadir o Brasil.

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Rico Mercado dos Pobres

C. K. Prahalad, professor de Estratégia Corporativa na Escola de Negócios da Universidade de Michigan, vem trabalhando, nos últimos anos, numa tese de que o mercado dos pobres deve ser explorado para o bem da humanidade. O seu mais novo livro, "The Fortune in the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty through Profits", indica que não somente as empresas podem fazer dinheiro vendendo aos pobres, “mas devem sentir-se obrigadas a empreender tal esforço para diminuir a distância entre países ricos e pobres.” Prahalad vê nos pobres um mercado potencial de 4 bilhões de pessoas que poderão ser 6 bilhões nos próximos 40 anos.

Sua tese se baseia na realidade de que, tomados em seu conjunto, nações em desenvolvimento, como China, Índia, Brasil, México, Rússia, Indonésia, Turquia, África do Sul e Tailândia, têm mais PIB, em Paridade de Poder de Compra, (Purchasing Power Parity) que o Japão, a Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália. A base da pirâmide para Prahalad é a maior oportunidade de mercado na história do comércio mundial.

Um ponto central do livro é que o esforço para ajudar os mais pobres pode revelar-se um sucesso em diferentes países e em diferentes setores da economia. Constituem uma exceção os países cujo sistema jurídico seja muito precário como Somália e o Congo, por exemplo, e os que têm apenas e tão somente indústrias mais básicas, como as de extração.

O lucro, diz o autor não é o único objetivo para as empresas atuarem mais firmemente nos mercados pobres. A criação de empregos, a luta contra a exclusão social, a atuação para melhorar o caos político, o terrorismo e a degradação ambiental, são motivos suficientes para uma empresa agir nessas regiões. Essas condições geram instabilidade e violência que afetam os países de primeiro mundo e os próprios ricos.

A estratégia para trabalhar nesses mercados, ressalta o Prof. Prahalad, não é simples. Talvez esta seja uma das maiores razões pelas quais as grandes empresas não tentaram colocar seus produtos para as grandes massas das pessoas pobres. Quem é pobre geralmente vive em zonas rurais e faz parte de uma economia informal, o que exige uma estratégia e uma abordagem de mercado totalmente diferente da utilizada em mercados convencionais urbanos.

No livro ele dá alguns exemplos: Em Bangladesh, algumas empresas fazem um bom negócio alugando telefones celulares por minuto. Em Kerala, Índia, imagens de satélite dos cardumes são descarregadas em PCs nas cidades, lidas e interpretadas por mulheres que indicam seguidamente aos seus cônjuges onde pescar. Por seu lado, os homens, após um dia de pesca, utilizam os seus telefones celulares para rever os preços de vários portos da costa e obter a melhor oferta pela sua mercadoria.

Para Prahalad, estes exemplos são provas que há soluções de mercado para o problema da pobreza. A tarefa para as grandes empresas, diz ele, é romper com a lógica dominante que vê os pobres do mundo como uma distorção que deve ser corrigida por governos e apoiada por organizações sem fins lucrativos.

O resultado do esforço em atender esse “novo mercado”, não somente será rentável para grandes empresas e consumidores, mas poderia também ser uma grande solução para os sérios problemas políticos e ambientais dos países em desenvolvimento e do mundo moderno.

Há alguns exemplos de empresas que têm um enorme sucesso no mercado de pessoas de baixa renda. Administradoras de cartões de crédito que tiram do pobre a angústia e o constrangimento de ter que fazer cadastro em todas as lojas. Bancos que fazem pequenos empréstimos que resolvem problemas pontuais simples para uma família de baixa renda. Lojas e centros comerciais voltados exclusivamente a produtos populares que atendem a uma demanda concreta por produtos com características mais simples e com boa qualidade. Agências de viagem especializadas em turismo para pessoas de baixa renda. São inúmeros os exemplos de empresários que descobriram formas de empresariar levando em consideração as necessidades concretas do mercado dos pobres. Muitos chamarão esses empresários de exploradores de pobres. Mas a verdade é que se eles não existissem os pobres continuariam relegados à marginalidade do mercado.

E todas as pesquisas provam que o pobre paga suas contas em dia. Quem não paga é a classe média e alta. O pobre dá um extremo valor ao seu crédito e ao seu nome, um dos ou senão o seu maior e único patrimônio.

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fazer o que gosta ou gostar do que faz?

Fazer o que gosta como forma de trabalho e de "ganhar a vida" é um dos maiores objetivos de qualquer pessoa. Desde a infância somos incentivados a buscar o que gostamos. Muitos gurus dizem que a pessoa só é feliz quando faz o que gosta. Uma das maiores fontes de infelicidade está em não fazer o que se gosta de fazer.

Testes vocacionais buscam saber do que e com o que você gostava de brincar na infância para descobrir sua real vocação adulta. A premissa é que na infância você brinca com o que realmente gosta. Descobrindo essas atividades espontâneas infantis, psicólogos e pedagogos acreditam descobrir a real vocação de uma pessoa na idade adulta.

Há ainda os recorrentes depoimentos de pessoas que afirmam não sentir necessidade sequer de férias, dando como explicação o famoso "faço o que gosto". Há ainda os que afirmam que "para mim o trabalho é um lazer porque faço o que gosto...".

Psiquiatras, psicoterapeutas, psicólogos e até pedagogos aconselham as pessoas estressadas ou deprimidas a abandonar as "amarras da vida", mudarem suas vidas e "fazer o que realmente gostam".

Vejo, também, jovens que entram numa determinada faculdade e desistem no segundo semestre ou no segundo ano. A razão, segundo eles é "vi que não era o que eu gostava...". E assim mudam de medicina para psicologia, de psicologia para publicidade, etc. Tudo em busca de "achar o que gosta".

Assim, fazer o que gosta parece ser fundamental para o sucesso pessoal, profissional e empresarial.
É claro que "fazer o que gosta" é o ideal de todos nós. Trabalhar num campo, num setor, numa empresa onde "gostamos do que fazemos" é um grande fator de ausência de estresse e tensão. Portanto, o ideal será sempre conciliar o trabalho com aquilo que espontaneamente se gosta de fazer.

Porém, como sabemos, esse ideal nem sempre é atingível. Nem sempre é possível trabalhar no que "gostamos". Nem sempre é possível fazer de nossa vocação original e intrínseca a nossa fonte de renda ou de emprego. Devemos, incessantemente, buscar esse ideal, mas num determinado momento de nossas vidas, chegamos à plena consciência e maturidade de que esse ideal não será facilmente atingido.

O tempo passou. Os compromissos se acumulam. Não podemos mais ficar pulando de galho em galho em busca do que simplesmente gostamos. Temos que "ganhar a vida". Temos uma família para criar. Filhos na escola. Prestações da casa própria. O tempo está passando muito rapidamente....

É justamente essa fase que eu chamo de "maturidade plena". É quando deixamos nossos "sonhos" que sabemos hoje, inatingíveis, e tomamos consciência do que realmente somos e do que realmente temos e poderemos ter – em condições de vida normal.

E é justamente essa maturidade que deve nos ensinar a gostar do que fazemos. Viver a vida toda em busca do "fazer o que gosta" pode nos desviar do prazer de "gostar do que fazemos".

Uma pessoa realmente madura, mais do que buscar fazer o que gosta, aprende a gostar do que faz. Aprende a ver na sua família, a sua família e a gostar dela como ela é. Aprende a ver na sua imagem, a sua verdadeira imagem e gostar dela como ela é. Aprende a ver o seu emprego como o seu emprego e a gostar dele e sentir prazer no trabalho. É um exercício de aprendizagem.

Aprendendo a gostar do que faz a pessoa começa a deixar de lado as eternas tensões de lutar contra o que faz. Ela aprende a enxergar o lado positivo do seu emprego, do seu trabalho, da sua profissão. Pessoas que vivem na busca incessante de fazer o que gostam, não se permitem enxergar o lado positivo do que fazem, do emprego em que estão, das coisas que possuem e até dos amigos com quem convivem. Estão o tempo todo em busca do que, muitas vezes, nem elas próprias sabem o que é. Elas sabem do que não gostam – e isso é quase tudo o que fazem – mas não sabe do que realmente gostam. E essa busca, muitas vezes, dura uma vida toda de insatisfação e não-realização.

É preciso aprender a gostar do que faz.
E que o leitor não pense que estou advogando a acomodação. Que estou defendendo a não-busca do ideal de fazer o que gosta. Que acredito na impossibilidade total de ganhar a vida fazendo o que se gosta de fazer. Pelo contrário. Advogo a busca do ideal de trabalhar, de fazer, de viver fazendo o que se gosta de fazer.

Mas insisto na consciência da realidade de que, num certo momento da vida é preciso gostar do que faz e buscar a felicidade na madura dedicação e comprometimento ao que se está fazendo.

Assim, acredito que o gosto pelo trabalho é também uma atitude mental. No momento em que eu aceitar o fato de que minha profissão é aquela; meu emprego é aquele; meus colegas são aqueles; posso desenvolver atitudes e comportamentos mais positivos em relação ao trabalho, à profissão e às pessoas.

Se sou médico ou professor e descubro aos 45 anos que "não era bem isso que eu queria ser", é claro que posso jogar tudo para o alto, mudar de vida, de profissão, etc. Mas será muito mais maduro se eu aprender a gostar do que faço encontrando dentro da medicina ou do magistério o prazer, a satisfação que por certo essas profissões podem propiciar.

Mas para gostar do que faz é preciso querer gostar do que faz. É preciso dominar a vontade e a parte imatura de nosso ser que busca fugir da responsabilidade do enfrentamento da realidade e "queimar as naus" do passado ou do que achamos que "gostaríamos de fazer".

Sei que muitos leitores não concordarão com o que estou dizendo. Sei que muitos leitores dirão que temos que buscar fazer o que gostamos até morrer. Que uma pessoa nunca deve deixar de buscar o ideal de fazer o que gosta. Concordo com o ideal dessa busca, com um ideal.

Mas, é preciso reconhecer, sem fantasias, que a vida, na prática, mostra que pessoas que aprenderam a gostar do que fazem acabaram descobrindo a felicidade e o sucesso de forma igualmente gratificante. Elas aprenderam a fazer do que fazem aquilo que gostam e não desperdiçam a vida esperando o que gostam para fazer.

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"A Pátria é a família amplificada"

Estamos em plena Semana da Pátria e muitas vezes nos perguntamos como podemos transformar esse sentimento abstrato de “amor à Pátria” em algo concreto. O que, de fato, um cidadão comum, uma pessoa simples pode fazer para demonstrar seu amor ao Brasil. O que, de fato, está ao nosso alcance para construir uma pátria mais justa e feliz.

Acredito que uma das mais eficazes maneiras de amar o Brasil seja defender a família e seus valores. Ou seja, nos lembrar do sábio ensinamento do grande Rui Barbosa que afirmava: “A Pátria é a família amplificada”.

Assim, defender a Pátria é também defender a família. Lutar pela Pátria é lutar para que os valores da família não sejam destruídos. Trabalhar por uma Pátria mais justa é defender as crianças e a possibilidade de uma família ter acesso a educação de qualidade para seus filhos. Trabalhar por uma Pátria mais saudável é defender sistemas de saúde dignos para todos desde o pré-natal até a assistência aos mais idosos.

É impressionante que Rui Barbosa tenha dito em 1903 as seguintes palavras: “O sentimento que divide, inimiza, retalia, detrai, amaldiçoa, persegue, não será jamais o da pátria. A Pátria é a família amplificada.

E a família, divinamente construída, tem por elementos orgânicos a honra, a disciplina, a fidelidade, a benquerença, o sacrifício. É uma harmonia instintiva de vontades, uma desestruturada permuta de abnegações, um tecido vivente de almas entrelaçadas. Multiplicai a célula, e tendes o organismo...

Multiplicai a família, e tereis a pátria.Sempre o mesmo plasma, a mesma substância nervosa, a mesma circulação sanguínea...”

E todos nós sabemos que os problemas que vemos na sociedade de hoje, em nossa Pátria, nada mais são que conseqüências da desconstrução da família e de seus valores. Sem a estrutura familiar protegida, a Pátria se transforma num amontoado de pessoas efetivamente carentes que geram a agressividade e a violência ao mesmo tempo anônimas e generalizadas que temos assistido sem saber como enfrentá-las.

Lembre-se, a Pátria é a família amplificada, como dizia Rui. Salvar a família é salvar a Pátria.

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Setembro chegou. Ligue sua sensibilidade

Setembro é um mês especial. O inverno vai acabar. Os dias vão se tornar mais longos e as noites mais curtas. A natureza começará a mostrar sua face mais bonita e exuberante. As sementes escondidas pelo inverno brotarão numa explosão de vida.

Não deixe que este mês seja para você uma simples continuação do inverno. Aproveite setembro para aumentar sua sensibilidade em relação às pessoas, em relação à natureza, em relação à vida. Aproveite setembro para pensar mais, rever suas emoções, desabrochar sua criatividade, ser mais gentil, mais polido, mais gente.

Aproveite as tardes de setembro para caminhar, cismar, jogar conversa fora, visitar parentes e amigos esquecidos pela correria, pelos afazeres, pelos invernos da vida que nos fazem recolhidos pelo frio da insensibilidade e do egoísmo.

Aproveite setembro para desenvolver em seu trabalho um clima de amizade, cordialidade, espírito de time, de união. Proponha atividades de integração e de expressão artística que aumentem a sensibilidade de todos em relação aos clientes, fornecedores, comunidade. Setembro é muito propício para iniciar trabalhos com a comunidade que poderão se desenvolver até a grande confraternização do Natal.

Enfim, não deixe setembro passar em branco. Pinte o seu setembro das cores que a natureza oferece. Abra seus olhos para ver o verde, as flores, a beleza da botânica de nossos trópicos. Abra seus ouvidos para ouvir o assanhamento dos pássaros ao entardecer. Redescubra em você a sensibilidade. Lembre-se que você é gente. Você é um ser humano. Você não é uma máquina a serviço da sociedade de consumo que só vê prazeres nos bens materiais e se esqueceu das pessoas, da família e começa a perder o sentido da própria vida. Faça neste setembro um exercício de desembrutecimento.

Viva setembro! E viva com toda a força do verbo viver!

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cinco Segredos para o Sucesso Pessoal e Profissional

Se você quiser ter sucesso na sua vida pessoal e profissional, pense nestes cinco pequenos segredos, simples e muito eficazes:

1. Faça checklist com prioridade de tudo o que tiver por fazer.
Tenha em mãos, o tempo todo, um checklist, uma relação das coisas que você deve fazer e coloque sempre essa lista em ordem de prioridade, deixando bem claro a você o que seja “essencial”, “importante” e “acidental”. Faça primeiro, o essencial e deixe o acidental para quando sobrar tempo. Não perca tempo com coisas acidentais.

2. Tenha foco. Muito foco!
Não se desvie do foco nas coisas essenciais, naquilo que você deve fazer em primeiro lugar e saiba exatamente o que fazer em seguida, isto é, o que seja importante. As pessoas fracassam por falta de foco.

3. Faça na hora. Não deixe para depois.
Faça imediatamente ao se lembrar. Não deixe para depois. Lembrou, faça. Se não puder fazer, faça alguma coisa concreta que não deixe você se esquecer. Não confie que se lembrará mais tarde.

4. Utilize a técnica do “queijo suíço”.
Vá fazendo “buracos” nas tarefas maiores. Vá comendo as grandes tarefas em pedaços. Se não puder fazer tudo, faça uma parte hoje, outra amanhã até que a tarefa toda esteja pronta.

5. Disciplina. Discipline-se em função de seu foco.
Para conseguir realizar os quatro segredos anteriores, você tem que ter muita disciplina. Discipline-se em função do seu foco. Não se deixe enganar por ladrões de tempo e atenção. Mantenha-se no foco.

Pense nisso. Experimente. Sucesso!

Luiz Marins

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vender não basta. É preciso fazer vendas sadias

Um dos maiores riscos que as empresas correm é entrar numa guerra de preços com seus concorrentes. Muitas vezes, na ânsia de vender, de nos livrar de nosso estoque, cometemos verdadeiras ações suicidas no mercado, através de duas armas mortais para a empresa: desconto e prazo.
Tenho visto com grave preocupação, empresas prostituirem o próprio mercado através de uma guerra de preços sem fim. É preciso que toda a empresa compreenda que para sobreviver ela precisa vender e vender muito, mas é preciso fazer vendas sadias e vendas sadias são aquelas que geram caixa.

Vendas que não geram caixa, geralmente geram despesas de cobrança, jurídicas e outras que corroem ainda mais o caixa da empresa e a levam à falência no curto, médio ou longo prazo. É preciso que todos compreendam que o que uma empresa realmente necessita é de “Caixa”. O resto é filosofia! É com caixa que uma empresa pode contratar melhores profissionais, oferecer formação e treinamento, pagar melhores salários, adquirir equipamentos de última geração, enfim construir o seu sucesso. Sem caixa uma empresa fica de mãos atadas e refém de seus concorrentes.

É importante ressaltar que pouquíssimas empresas chegam a este estágio evoluído da consciência empresarial. O lucro, na maioria das vezes é puramente ilusório e extremamente massageador do ego de empresários que não querem encarar a verdade dos fatos e da realidade empresarial. Carteiras de duplicatas imensas, estoques elevados, dependência de capital de terceiros, lentidão no encaixe de ativos, sistemas de cobrança obsoletos e vagarosos: tudo isto faz com que a empresa, embora possa apresentar “lucro”, seja inviabilizada nos dias atuais, mesmo com baixa inflação. Lucro sem caixa, não leva empresa alguma ao sucesso duradouro.

A guerra de mercado não poupa ninguém. Todos saem feridos e alguns poderão até morrer. Outros poderão ter a ingênua ilusão de vencedores, porém o tempo lhes mostrará que só vencerão os que compreenderem totalmente o valor de ter uma rígida política de caixa. E uma política de caixa, se faz com vendas sadias, que gerem caixa, pois a única maneira de se obter caixa é, realmente, vendendo.

Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins