quarta-feira, 22 de abril de 2015

Como tornar o conhecimento 
um diferencial competitivo?

Ludmila Passos Minto*



A cada dia que passa, percebemos que o cenário econômico se torna cada vez mais instável, a concorrência tem crescido de forma assustadora e as empresas têm feito de tudo para criar um diferencial que as faça estar à frente das demais. Altos investimentos em Planejamento e Desenvolvimento (P&D); máquinas; softwares; aumento da produção; redução de custos e aumento do parque fabril, são feitos todos os anos a fim de saciar os clientes ávidos por inovação. Todavia, serão essas as medidas imprescindíveis para que a competitividade mantenha-se forte?

Como gestores ou futuros gestores, não podemos pormenorizar o fato de que: O Diferencial decisivo de competitividade, reside no nível de CAPACITAÇÃO de cada colaborador.

Muito se tem falado em Treinamento e Desenvolvimento (T&D) de pessoas nos últimos anos, entretanto, treinar por treinar é o mesmo que “jogar dinheiro fora”.
CHIAVENATO (2009) define treinamento como: “um processo educacional organizado através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, habilidades e competências em função de Objetivos Definidos”.

Estudos apontam que conhecimentos e qualificações só são adequados durante um período que pode variar entre 12 e 18 meses, após esse período as pessoas precisam ser reabastecidas com novos conhecimentos e qualificações, para que se mantenham competitivas no mercado global do conhecimento.

Tendo essa visão em mente, ao longo dos anos as grandes empresas passaram a perceber que não podiam mais depender de instituições de ensino superior para QUALIFICAR seus colaborados, então decidiram criar suas próprias “Universidades”, com o objetivo de se ter um controle mais rígido do processo de aprendizagem e alinha-lo, aos objetivos e metas organizacionais.

Universidade Corporativa é uma nova denominação dos chamados Centros de Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos dentro de grandes organizações que visam o desenvolvimento e a educação dos funcionários, os alinhando e qualificando para cumprir os objetivos organizacionais.

Quando um treinamento é aplicado sem prévio planejamento, dificilmente algo poderá ser aproveitado pelo funcionário treinado e aplicado nas funções por ele desenvolvidas dentro da organização.

Universidades Corporativas visam trazer o ensino e o conhecimento para dentro das empresas provendo oportunidades de desenvolver conhecimentos, habilidades e competências que faltam aos indivíduos sejam elas profissionais, técnicas e/ou gerenciais consideradas essenciais para o sucesso das estratégias.

Visam ainda disseminar a cultura, missão (razão de existência), visão (onde se deseja chegar) e os valores de cada organização, sendo focada em RESULTADOS corporativos, presentes em todas as áreas e alcançando todos os profissionais envolvidos em cada processo, ou seja, independente de seu nível hierárquico, TODOS os colaboradores são importantes e contribuem diretamente ou indiretamente para que o sucesso da organização.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informa a existência de aproximadamente 500 destas instituições, atualmente no Brasil, empresas como o McDonald’s; Sadia; Pepsico; Banco do Brasil; Caixa econômica federal; Petrobras; Condor; Fiat; Habib’s; e tantas outras têm investido e desfrutado dos surpreendentes resultados.

O  treinamento e desenvolvimento quando são bem planejados e de acordo com as reais NECESSIDADES da organização, produzem inovação, diferencial, competitividade, LUCROS e funcionários satisfeitos e motivados.

Encerro esse artigo com uma frase de Andrew Carnegie que diz: “O único capital insubstituível de uma organização é o Conhecimento e a Habilidade de seu PESSOAL”.

*Técnica em Administração

Fonte: Artigo adaptado do site: http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

CLIENTE OCULTO: Diferencial competitivo para as empresas que buscam mudanças contínuas


Márcia de Almeida Ferreira*


Nos dias de hoje, nos deparamos cada vez mais com mudanças e mais mudanças voltados para a competitividade, as empresas, cada vez mais estão buscando algo de inovação e que faça a diferença entre seus concorrentes. Portanto, é fundamental que a empresa faça constantemente a avaliação de seus clientes, produtos e serviços para que esteja alinhada e supere as expectativas dos clientes referente ao que há de mais novo no mercado. Por isso a busca pelo "cliente oculto", que através de suas técnicas, pesquisas, informações com base na coleta de dados obtidos da empresa e planejamento/propostas de mudanças que terá de serem analisadas/modificadas conforme a estrutura da empresa proporcionará a empresa um passo a frente de sua concorrência e fazendo todo o seu diferencial.

O método de avaliações dos serviços conhecido como "Cliente Oculto (conhecidos também como cliente/paciente/consumidor misterioso, fantasma, secreto, surpreso.)", podem ser analisados através de três frentes em ação:

PESQUISA DE SATISFAÇÃO, ou seja, identificação ágil e precisa de oportunidades de melhoria aos processos de atendimento a clientes, que venha a fazer a diferença no negócio da empresa de seus concorrentes, como por exemplo: pesquisas presenciais, internet, telemarketing, cartas, dentre outros.

REALIZAÇÃO DE BENCHMARKING COM CONCORRENTES, ou seja, fazer a comparação de atendimento do concorrente com o da empresa a ser estudada/trabalhada, para identificar os diferenciais competitivos da concorrência para que a empresa esteja sempre na frente no quesito preferência do cliente.

REFORÇO/VERIFICAÇÃO DAS CAMPANHAS PROMOCIONAIS DA EMPRESA, ou seja, fazer a análise de verificação do merchandising – com que ações e recursos podem ser utilizados nos pontos de venda/anúncios para ter uma influência maior na decisão de compra do consumidor/cliente. Para que com isso, possa ser analisada uma melhor forma de incentivar os vendedores/atendentes para ter uma maior concentração na oferta/promoção de certas mercadorias/serviços oferecidos pela empresa/ estabelecimento/ organização.

São informações preciosas obtidas através do cliente oculto que dão o feedback sobre o que tem que ser mudado e o que tem quer aperfeiçoado, lapidado na empresa a ser estudada, esses estudos podem ser aplicados a qualquer ramo de atividade.

Através desses estudos/informações/avaliações verificados, são levantados todos os procedimentos no que diz respeito a atitudes e comportamentos dos atendentes/vendedores, pós venda, infra-estrutura, benefícios intangíveis e tangíveis oferecidos aos clientes, logística de distribuição, tempo de resposta sobre um determinado produto ou serviço através de telefone, internet, reclamações/sugestões por parte do clientes, detecção de furtos.

A metodologia do cliente oculto é sobretudo utilizada para avaliar se padrões previamente definidos estão a ser ou não aplicados e a forma como são aplicados.

Se for aplicado da maneira correta as sugestões de melhoria obtidas através das observações e estudos feitos no negócio, sem dúvida a empresa será o diferencial na hora de vender seu produto ou prestar um serviço.

*Consultora

Fonte: Artigo adaptado - http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Como blindar sua marca contra os concorrentes

Marcelo Amarante*




Quando competidores buscam replicar seu modelo de negócio, fique atento à marca para se manter no topo em um processo de expansão.

Informação e tecnologia estão acessíveis a todos de forma muito ágil e fácil, o que tornou o benchmark entre as marcas e empresas uma prática indispensável para manter um negócio vivo no mercado. Como consequência, as marcas que estão em rápido crescimento estão encontrando concorrentes em menos tempo – são empresas e empreendedores atraídos pela oportunidade de entrar em um novo e atraente negócio.

Para aqueles que dedicaram tempo e investimento para lançar uma nova marca ou um novo negócio, saibam que rapidamente irão ter concorrentes pela frente, mas pelo pioneirismo, ainda têm a vantagem de ser referência para os consumidores.

A questão é: como se manter referência com o surgimento de concorrentes?

As indicações para sair na frente

A marca, os produtos e os serviços prestados criam conexões com os consumidores e serão os fatores de sucesso e diferenciação no mercado. Porém, para ter sucesso nestes três fatores em um negócio em expansão, outras iniciativas também devem estar muito bem alinhadas:

  • A disponibilidade do produto, pela distribuição e na exposição do varejo;
  • A qualificação e capacitação da equipe;
  • Os custos do negócio, que precisam ser melhores que todos os concorrentes, garantindo um preço competitivo e a melhor rentabilidade do mercado.
  • Os processos internos e uma equipe bem treinada, para garantir uma excelente execução no mercado alinhado com as metas do negócio.


Para que todos estes fatores estejam em um plano muito bem mapeado, tanto nas iniciativas de mercado como nas ações internas, é necessário um profundo conhecimento do negócio. Isto representará  um diferencial competitivo em relação aos concorrentes. Estar com o plano de expansão com metas arrojadas e bem estruturadas para sua execução irá fazer toda a diferença. Com relação à marca e aos produtos, definir um posicionamento e uma estratégia de marketing será fundamental para manter o pioneirismo e a referência para o consumidor. Para isto, é preciso estar na frente dos concorrentes buscando sempre:

  • Criar fatores de diferenciação e conexão com o consumidor;
  • Estar sempre na frente com inovações e ações de mercado;
  • Ter um produto que tenha o melhor custo benefício percebido pelo consumidor;
  • Garantir uma prestação de serviço dentro da promessa da sua marca e seu produto;
  • Monitorar a concorrência e os benchmarks do mercado.


Colocando o plano em prática

Todo o esforço empregado para definir claramente as metas e diretrizes do negócio será de suma importância, pois ao longo da implementação e execução, muitas iniciativas:

  • Terão sucesso e deverão ser rapidamente replicadas;
  • Não serão bem sucedidas e precisarão ser canceladas para não desperdiçar recursos;
  • Precisarão de ajustes que serão realizados ao longo da execução;
  • Serão criadas em função de situações não mapeadas.


Assim, apesar de algumas mudanças ao longo do curso, toda a equipe terá foco nas metas e nas iniciativas relevantes. A execução no mercado fará a diferença do jogo, pois nada vale ter um bom plano que não se realiza e supere os resultados planejados. Para isto é preciso:

  • Uma equipe preparada para implementar todas as ações programadas;
  • Implementar o plano, mas também avaliar, acompanhar os resultados e aprimorar as ações sempre que necessário;
  • Efetividade e a agilidade dando ritmo ao negócio, fazendo a concorrência ficar para trás.
  • Saber reagir a situações não mapeadas;
  • Estar presente no dia a dia do negócio, pois o mercado é dinâmico.


Em resumo, garantir que a marca e o negócio tenham sucesso na sua expansão, superando os concorrentes e se mantendo como a referência no mercado, exige conhecimento do negócio, um bom plano com metas e diretrizes bem definidas com amplo conhecimento da equipe e acompanhamentos periódicos dos resultados, excelentes processos, gestão de pessoas para uma equipe bem treinada e qualificada e uma execução superior aos concorrentes, baseado em uma marca e um portfólio de produtos bem posicionados e conectados aos seus consumidores.

A tarefa não é nada fácil, mas em um mercado cada vez mais competitivo, para se manter na liderança, a exigência é de cultura, disciplina, consistência e muito trabalho.

*Consultor

Fonte: www. endeavor.org.br

segunda-feira, 30 de março de 2015

Marketing na Medida para Pequenas e Médias Empresas

Jimmy Cygler*



As pequenas e médias empresas só têm esta definição em função do seu tamanho que é determinado, via de regra, pelo número de pessoas que empregam ou pelo seu faturamento. Mas os problemas e desafios dessas companhias, entretanto, nada têm de “pequenos” ou “médios”. Aliás, na maioria dos casos, as dificuldades são até maiores às das grandes corporações, pois não há recursos financeiros e nem profissionais suficientes para trabalhar em uma parte sequer do vasto arsenal do marketing. Inclusive, o departamento de marketing, ou um gerente/encarregado da área, normalmente inexiste.

Para começar, as PME´s, têm desafios formidáveis para concorrer com as grandes empresas que, com o poder de suas marcas e estruturas, muitas vezes transnacionais, bloqueiam o acesso das empresas menores, criando barreiras de entrada de todo tipo. Estas barreiras podem ser de natureza econômico/financeira, de investimentos em infra-estrutura - qual PME consegue erguer uma hidrelétrica, uma estrada ou uma usina siderúrgica? -, de reputação - nenhum executivo jamais foi demitido por contratar a IBM-, ou de alinhamento - a matriz definiu que irá contratar a Deloitte no mundo inteiro-, entre outras.

É evidente que uma pequena ou média empresa irá competir, no início, com as companhias do mesmo porte, mas é no mercado das grandes que normalmente o “filé mignon” está escondido e protegido. O que a PME deve fazer, então? Para começar, seu líder ou gestor deve procurar entender o que é marketing, qual a sua importância para a sobrevivência da empresa e se conscientizar de que todos, do porteiro ao presidente, precisam pensar e praticar a cultura do marketing voltado ao cliente, e demonstrar isto em tudo o que faz, para liderar pelo exemplo. As pessoas são sua principal arma.

“As melhores ferramentas são as que você tem e o melhor momento é agora”, alguém disse. Os instrumentos de marketing que a pequena e a média empresa dispõe, portanto, são os próprios colaboradores. Incutindo a cultura de marketing neles como parte integrante de seu DNA, estes profissionais serão multiplicadores das idéias que forem criadas e priorizadas, praticamente sem custo.

Os clientes também são fundamentais. Nenhum marketing é mais barato e eficaz do que aquele feito pelos próprios clientes, que geralmente trazem, de bandeja, mais negócios e mais clientes. Fomentar o boca-a-boca positivo, fidelizar os clientes da casa, algo que se consegue através de uma entrega de serviço acima do esperado, é o melhor que uma empresa pode fazer para crescer de forma sustentável e rentável. Pesquisas da conceituada universidade norte-americana Harvard mostram que nada contribui mais para a lucratividade no longo prazo do que a lealdade dos clientes.

A PME também pode usar a guerrilha como tática. Se Davi derrubou Golias, por que a pequena empresa não pode se valer do que tem para se diferenciar no mercado? As armas, para isso, são simples e estão à disposição, tais como:

Site. Onde procuramos hoje uma empresa? Na Internet. Mais precisamente no Google ou outro mecanismo de busca parecido. Então, basta construir um site simples, objetivo, fácil de navegar, que diz claramente o que a empresa oferece e porque o cliente deve comprar dela. Depois, direcione boa parte de sua verba de marketing (que deve ser bem restrita, por sinal) em patrocínio de palavras-chave do seu negócio em sites de busca. Não esqueça de colocar estas palavras-chave várias vezes dentro de seu site. Se sua empresa não aparece na busca entre os três, quatro primeiros, não serve.

Atendimento. A primeira tática funcionou e o prospect quer conversar com sua empresa. E agora? Ela está pronta para atender a consulta prontamente, independente do canal que o cliente escolher? Isto significa contar com uma boa e bem instruída recepcionista, que sabe identificar quando é um cliente da casa ou uma consulta nova e para quem deve encaminhar a ligação, conforme a necessidade. Isto também significa responder qualquer e-mail no mesmo dia, de forma pertinente e com um bom português.

Identidade Corporativa. Clientes visitam sua empresa pessoalmente? Ligam para ela? Mandam e-mails? Observe você mesmo com olhar de um cliente chato. Gostou do que viu? Se não, corrija. A segunda impressão também ratifica e fica. (A primeira foi ao telefone ou no e-mail, lembra?). Identidade tem que ser consistente, em todos os pontos de contato. Seu cartão de visita, o papel carta, a nota Fiscal, têm a mesma cara do site e do letreiro da empresa?

Cuide dos clientes da casa. Na verdade, esta é a tática mais importante de todas. Dependendo do produto ou serviço que sua empresa vende, conquistar um cliente novo pode custar entre cinco e vinte vezes mais do que manter aquele que já é cliente. Esta parece ser uma tarefa quase impossível, num mundo de clientes insaciáveis, mas acredite: é possível, sim. Basta querer, de verdade, serví-los. Por último, lembre: toda vez que um cliente reclamar, respire e aproveite a deixa que ele está dando para sua empresa. Se ele realmente tivesse desistido, simplesmente teria ido embora. De fininho.

*Professor do MBA da ESPM e do PDA da Dom Cabral,Associado ao IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Membro fundador do Comitê de Estratégia e Planejamento do CRA

Fonte: http://www.ogerente.com.br/

segunda-feira, 23 de março de 2015

Estratégia: 

o personagem principal na gestão de negócios


Larissa Flores*


Segundo Michael Porter: “Estratégia é mais importante do que crescimento”. Dado este conceito cabe refletir sobre suas influências em relação ao mercado e ao cliente.



Uma estratégia bem elaborada é uma carta na manga para o gestor. A execução com cautela e objetividade em cada ação envolve todos dentro de uma organização. Para isso é essencial que haja sinergia entre a equipe e o gestor.

A construção de uma estratégia envolve a criatividade e a percepção de um cenário, neste caso o cenário atual e uma perspectiva futura de como estará o mercado, esses fatores devem ser estudados cuidadosamente para que um conceito de produto ou serviço possa ser criado.

A contextualização do segmento em relação a movimentação da concorrência é também um fator chave na construção de uma estratégia. Toda esta movimentação para prospectar novos clientes torna o mercado cada vez mais competitivo. O que para o consumidor é muito interessante levando em consideração a qualidade, a precificação e a diversidade de produtos e serviços dentre os segmentos.

Mas pensando em estratégia, qual o papel do consumidor? Porque ele é tão importante no planejamento de empresa? O planejamento é criado para que se consiga alcançar as perspectivas do cliente, o que no mundo dos negócios seria a criação de necessidades. Todavia, saber quais são os interesses do seu cliente é o primeiro passo para a criação das necessidades ( parte-se do princípio de que entender o cliente é uma forma de mapear a estratégia para atingi-lo).

Se você tem um negócio ou, pretende ter pense nisso: "O sucesso esta na forma como você caminha para chegar ao seu objetivo. Desta forma, a estratégia é o mapa que norteia o seu percurso" . Neste caso, seja um estrategista. Fica a dica.

Poderia ainda dizer que a estratégia quando bem aplicada muda o cenário do mercado e diretamente transforma a percepção do cliente. Assim a estratégia é vista como um personagem principal na gestão de negócios. Onde o cliente é apenas o coadjuvante.

*Tecnólogo em Gestão Comercial

Fonte: http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 16 de março de 2015

Como aumentar seus lucros melhorando 
o processo de compras

Antonio Roberto Freire Lamas*

Um bom processo de compras é essencial para qualquer tipo e tamanho de negócio, pois sendo bem feito pode levar seu negócio a ser mais competitivo e, ao mesmo tempo, ser mais lucrativo.



Na verdade, se formos pensar bem, um bom processo de compras é bom não só no mundo empresarial, mas também em nossa vida pessoal. O consumidor tem cada vez mais cuidado na hora da compra, faz cotação de preços entre os diversos concorrentes que oferecem aquele produto ou serviço que se está precisando ou desejando adquirir.

O sucesso de sites que fazem comparação de preços se deve a esse cuidado do consumidor.

Como então deve ser um bom processo de compras nas empresas? Seria apenas cotar o fornecedor mais barato e realizar a compra? Infelizmente não é só isso. Esta ação até faz parte do processo, porém o todo não se restringe a apenas isso. O processo de compras envolve as quatro áreas funcionais de todo negócio: financeiro, operacional, marketing e recursos humanos. Isso tudo? Sim, envolve várias pessoas e setores da empresa.

Tudo começa com as informações sobre o volume de vendas de cada produto ou mercadoria que a empresa oferece ao mercado. Estas informações servem para indicar a quantidade de cada item que a empresa precisa ter para que não falte o que o cliente procura. O setor de marketing então pode fazer uma projeção de vendas, já que sabe seu volume atual comercializado.

Sabendo a quantidade que precisa ter de cada produto de forma que não falte para o cliente (vendas atuais), e sabendo a projeção de vendas (vendas futuras), chega a vez do pessoal do estoque trabalhar, verificando a quantidade de produtos que tem na casa e que volume precisa ser comprado com base nas vendas e projeções de vendas.

Passada ao comprador a quantidade de produtos necessários para se abastecer com base nas vendas, agora sim, chega o momento de “comprar bem”, ou seja, cotar, pechinchar, jogar prazos para lá a para cá, enfim, negociar. E, assim, termina o processo de compras...ei! nada disso! E o que falta ainda? Falta falar com a autoridade da empresa que trata com dinheiro: O financeiro.

Depois de negociar o melhor preço e prazo com o fornecedor, o comprador deve ter contato com o financeiro para se informar se a empresa tem capacidade de pagamento do valor da compra no dia em que ficou negociado para pagamento. E como o financeiro sabe se a empresa tem capacidade de pagar o valor da compra no prazo combinado com o fornecedor? Olhando o seu fluxo de caixa.

Negócio fechado, pedido feito, agora entra o último personagem, o recebedor. Este, ao chegar as mercadorias, irá conferir se tudo está como combinado na hora em que o comprador fez o pedido e se a mercadoria está em bom estado. Verifica-se se está de acordo com o pedido: a quantidade de produtos que vieram, a marca que foi pedida, o preço que foi negociado, a data de validade dos produtos (se for o caso), a qualidade da mercadoria, dentre outras coisas.

O aperfeiçoamento no processo de compras proporcionará ao seu negócio a otimização de recursos e melhoria na lucratividade.

*Graduado em Administração pela UFRN e pós-graduado com MBA em Administração Financeira pela FARN.

Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 9 de março de 2015

Peter Drucker - o pai da moderna gestão de empresas

    Jeniffer Elaina da Silva*



É difícil falar de gestão sem se lembrar de Peter Drucker, que deixou tantos ensinamentos sobre administração.

Peter Drucker foi um filósofo, escritor, professor de Ciências Sociais e economista que nasceu no dia 19 de novembro de 1909, em Viena, Áustria, e faleceu no dia 11 de novembro de 2005, nos Estados Unidos, Califórnia.

Ideias de Peter Drucker

Considerado o inventor da administração moderna e um dos maiores especialistas em gestão de negócios, Peter Drucker, criou várias teorias como a gestão por objetivos, privatização, descentralização, cliente sempre em primeiro lugar, qual o papel do líder e também a Era da Informação.

Na gestão por objetivos, Drucker diz que a gestão precisa de planeamento, avaliação através de fatores quantitativos. Sobre privatizações ou "(re) privatizações", aponta a privatização de serviços públicos como forma de diminuir a burocracia. Já quando o assunto é descentralização, entra o fator de divisão de trabalho.

Entre suas ideias, sempre afirmou que a empresa que conseguisse vender o serviço ou produto certo para o cliente certo, com um preço adequado e uma distribuição correta no momento oportuno, poderia realizar vendas automáticas, sem qualquer esforço, já que estes são itens básicos para qualquer negociação.

O filósofo Peter Drucker também considerava a eficiência do trabalhador como peça muito importante na gestão de empresas, com o livro "The effective executive", que mostra como transformar as pessoas em líderes eficazes.

Obras de Peter Drucker

Na sua carreira, o que não faltam são livros escritos por este filósofo. A lista é grande, mas traz diversos ensinamentos sobre suas ideias. Algumas são:

Tentar fazer o bem. (São Paulo: Rocco)
O gerente eficaz. (São Paulo: LTC, 1967)
Administração em tempos turbulentos. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1980)
Reminiscências de Viena ao novo mundo. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1982)
50 casos reais de Administração. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1983)
As fronteiras da Administração. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1989)
A nova era da Administração. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1992)
Administração de organizações sem fins lucrativos. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1994)
Administração em tempo de grandes mudanças. (São Paulo:Thomson Pioneira, 1996)
MALFERRARI, Carlos Afonso. As novas realidades. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1997)
Fator humano e desempenho. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1997.
NAKAUCHI, Isao; MONTRINGELLI JR., Nivaldo. Ducker na Ásia. São Paulo: Thomson Pioneira, 1997)
Administrando para o futuro. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1998)
Introdução a Administração. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1998)
A profissão de administrador. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1998)
A prática de administração nas empresas. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1998)
MALFERRARI, Carlos J. Inovação e espírito empreendedor. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1998)
Desafios gerencias para o século XXI. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1999)
Sociedade pos capitalista. (São Paulo: Thomson Pioneira, 1999)
O melhor de Peter Ducker. (São Paulo: Nobel, 2001)
O melhor de Peter Ducker – A sociedade. (São Paulo: Nobel, 2001)
O melhor de Peter Ducker – O homem. (São Paulo: Nobel, 2001)
O melhor de Peter Ducker – A administração. (São Paulo: Nobel, 2001)
Terceiro setor. (Sao Paulo: Futura, 2001)
Administrando para obter resultados. (São Paulo: Thomson Pioneira, 2002)
A Administração na próxima sociedade. (São Paulo: Nobel, 2003)

Frases de Peter Drucker

Com uma extensa carreira e vários livros lançados, o autor possui diversas frases célebres, que são muito utilizadas em faculdades nas disciplinas sobre gestão. Algumas delas são:

"Os principais sinais de uma mudança fundamental nas pautas de consumo poucas vezes aparecem entre os próprios clientes, normalmente surgem primeiro entre os não clientes."
"O marketing e a inovação são as duas funções principais dos negócios. Você tem que criar um cliente, ou seja, vender. E tem que criar novas dimensões de conquistas, ou seja, inovar. Todo o resto é calculo de custos.
"Toda a organização está sempre competindo por seu recurso mais essencial: pessoas qualificadas e com conhecimentos."
"Para que possam sobreviver, os líderes devem deixar de ser os condutores autoritários do passado e converter-se em integrantes das equipes do futuro."
"Existem dois tipos de riscos: Aqueles que não podemos nos dar ao luxo de correr e aqueles que não podemos nos dar ao luxo de não correr."
"O planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes."
"Onde quer que você veja um negócio de sucesso, pode acreditar que ali houve, um dia, uma decisão corajosa."

Assim como estas citadas, existem muitas outras frases famosas de Peter Drucker e vale a pena ler sobre elas, pois tendem muito a ensinar sobre gestão.

*Formada em Marketing e com pós-graduação em Administração de Empresas na FGV.

Fonte: www.portal-gestao.com